A identificação do sobrepeso e da obesidade deve fazer parte dos programas de reabilitação do assoalho pélvico (AP) feminino, uma vez que a redução do peso corporal pode contribuir para redução da severidade da disfunção. A base fisiopatológica da relação entre obesidade e disfunções do AP é a correlação entre o índice de massa corporal (IMC) e a pressão intra-abdominal. Sugere-se que o sobrepeso e a obesidade podem estressar cronicamente o assoalho pélvico (AP) feminino pelo aumento de pressão intra-abdominal e com a diminuição do IMC há sensível diminuição da incontinência urinária (IU). A incontinência urinária de esforço (IUE) estaria ligada ao aumento da pressão no assoalho pélvico (AP) feminino, enquanto a hiperatividade da bexiga parece estar associada a respostas inflamatórias e químicas na bexiga urinária. Além disso, obesidade vem sendo sugerida como fator de risco estabelecido para o prolapso de órgãos pélvicos. A identificação do excesso de peso e da obesidade é sugerida como parte integrante dos programas de reabilitação do assoalho pélvico (AP) feminino. Assim, a redução de peso tem sido incluída no tratamento da incontinência urinária (IU) e do prolapso genital, uma vez que a redução de 5% do peso corporal contribui para redução da severidade da incontinência urinária de esforço (IUE).
Ambas as condições, obesidade e disfunções do assoalho pélvico (AP) feminino impactam negativamente a qualidade de vida das mulheres que as apresentam. Com o aumento da prevalência da obesidade, verificou-se a necessidade de realizar-se um estudo da relação entre obesidade e incontinência urinária de esforço (IUE) para conhecer o perfil e melhorar a compreensão do papel desse fator de risco potencialmente modificável no desenvolvimento da incontinência urinária de esforço (IUE) nas pacientes, em especial aquelas que procuram tratamento para as disfunções dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Dentre os sintomas apresentados pelas mulheres, citam-se: incontinência urinária de esforço (IUE), incontinência urinária mista (IUM), urge-incontinência, bexiga hiperativa, enurese, cistite intersticial, prolapso genital, hipocontratilidade do músculo detrusor (músculo liso da parede da bexiga urinária. Durante a micção, ele se contrai para expulsar a urina da bexiga. Em outros momentos, ele se mantém relaxado para permitir que a bexiga se encha) e “sensação de vagina larga”. As pacientes que necessitaram de exames complementares (com sintomas de incontinência urinária de esforço, incontinência urinária mista, urge-incontinência, bexiga hiperativa, cistite intersticial e hipocontratilidade do detrusor) passaram pelo estudo urodinâmico e por cistoscopia no caso de cistite intersticial. As pacientes com os demais sintomas (enurese, prolapso genital e sensação de vagina larga) foram diagnosticadas pela anamnese e exame físico. Foi calculada a média de idade e do IMC, e a proporção das queixas apresentadas. De acordo com o World Health Organization (WHO), as mulheres foram assim classificadas: abaixo do peso, dentre os sintomas apresentados pelas mulheres, citam-se: incontinência urinária de esforço (IUE) incontinência urinária mista (IUM), urge- incontinência, bexiga hiperativa, enurese, cistite intersticial, prolapso genital, hipocontratilidade do detrusor e “sensação de vagina larga”.
As pacientes com estes sintomas passaram pelo estudo urodinâmico e por cistoscopia no caso de cistite intersticial. As pacientes com os demais sintomas (enurese, prolapso genital e sensação de vagina larga) foram diagnosticadas pela anamnese e exame físico. Foi calculada a média de idade e do IMC, e a proporção das queixas apresentadas. De acordo com o World Health Organization (WHO), as mulheres foram assim classificadas:
- Abaixo do peso <18,5 kg/m2;
- Peso normal de 18,5<24,99 kg/m2;
- Sobrepeso ≥25–29,99 kg/m2 e
- Obesidade ≥30 kg/m2.
Em seguida, foi realizada a comparação da classificação do IMC com os resultados recentes do IMC da população feminina segundo o WHO. Portanto, toda a ação preventiva é bem vinda, qualquer perda de peso facilitará o profissional a melhorar seu quadro clínico e não deixe de incluir o fato que grande parte do problema está no sobrepeso, obesidade periférica e principalmente na obesidade intra-abdominal, o maior vilão desta necessidade terapêutica.
Dr. João Santos Caio Jr.
Endocrinologia – Neuroendocrinologista
CRM 20611
Dra. Henriqueta V. Caio
Endocrinologista – Medicina Interna
CRM 28930
Como saber mais:
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3. A partir de uma indicação muito precisa como terapêutica de reposição hormonal em crianças com deficiência em GH (DGH) surgiram novos estudos e indicações mostrando que era possível atingir uma altura final consideravelmente melhor em pacientes que, mesmo sem uma deficiência "clássica" de GH, demonstrada pelos testes convencionais, que se beneficiavam com seu uso...
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AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.
Referências Bibliográficas:
Caio Jr, João Santos, Dr.; Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Caio,H. V., Dra. Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Simeonova Z, Milson I, Kullendorff AM, Molander U, Bengtsson C. The prevalence of urinary incontinence and its influence on the quality of life in women from urban Swedish population. Acta Obstet Gynecol Scand. 1999;78(6):546-51; Hannestad YS, Rortveit G, Sandvik H, Hunskaar. A community-based epidemiological survey of female urinary incontinence: the Norwegian EPINCONT study. J Clin Epidemiol 2000; 55(11):1150-57; Björnsdóttir LT, Geirsson RT, Jónsson PV. Urinary incontinence and urinary tract infections in octogenarian women. Acta Obstet Gynecol Scand. 1998;77(1):105-9; Nygaard IE, Thompson FL, Svengalis SL, Albrigth JP. Urinary incontinence in elite nulliparous athletes. Obstet Gynecol. 1994;84(2):183-7; Davis G, Sherman R, Wong MF, McClure G, Perez R, Hibbert M. Urinary incontinence among female soldiers. Mil Med. 1999;164(3):182-7; Thyssem L, Clevin L, Olsen S, Lose G. Urinary incontinence in elite female athletes and dancers. Int Urogynecol J. 2002;13(1):13-5; Abrams P, Cardoso L, Fall M, Griffths D, Rosier P, Ulmsten U, et al. The standardization of terminology of lower urinary tract function: repot from the standardization sub-committee of the international continence society. Urology. 2003;61(1):37-49; O'Brien J, Austin M, Seth P, O'Boyle P. Urinary incontinence: prevalence, need for treatment, and effectiveness of intervention by nurse. BMJ. 1991;303(6813): 1308-12; Pearson BD, Kelber S. Urinary incontinence: treatments, intervention, and outcomes. Clin Nurse Spec. 1996;10(4):177-82; Gallo ML, Fallon PJ, Staskin DR. Urinary incontinence: steps to evaluation, diagnosis, and treatment. Nurse Pract. 1997;22(2):21-8; Glashan RQ, Lelis MAS. Fatores de risco associados a incontinência urinaria: é possível modificá-los? Acta Paul Enferm. 1999;12(1):43-7; Butler RN, Maby JI, Montella JM, Young GPH. Urinary incontinence: keys to diagnosis of the older woman. Geriatrics. 1999;54(10):22-30; Guarisi T, Pinto-Neto AM, Pedro AO, Faundes A. Fatores associados à prevalência de sintomas urinários em mulheres climatéricas. Rev Bras Ginecol Obst. 1997; 19: 589-96; Elving LB, Foldspang A, Lam GW, Mommsen S. Descriptive epidemiology of urinary incontinence in 3,100 women age 30-59. Scand J Urol Nephol Suppl. 1989;125:37-43; Milsom I, Ekelund P, Molander U, Arvidsson L, Areskoug B. The influence of age, parity, oral contraception, hysterectomy and menopause on the prevalence of urinary incontinence in women. J Urol.
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